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Nissan manteve inspetores não certificados após revelação que gerou de recall de 1,2 milhão

infiniti-nissan-inspection Nissan manteve inspetores não certificados após revelação que gerou de recall de 1,2 milhão

O Japão, país com fama e reconhecimento por qualidade, agora passa por uma crise existencial? Afinal, o que acontece de errado na filosofia tão rígida com os detalhes? Após alguns escândalos, envolvendo Takata, Kobe Steel e Mitsubishi, por exemplo, mais um caso surge no mundo automotivo nipônico e, desta vez, gerando um recall de nada menos que 1,2 milhão de veículos.

Esse é o montante de carros novos vendidos pela Nissan nos três últimos anos em sua casa, o Japão. A chamada de tantos veículos assim não foi causada por um defeito em algum dispositivo de segurança, falhas na montagem de revestimentos ou qualquer outra coisa específica. Na verdade, o que aconteceu é que todo o veículo foi inspecionado de forma irregular, por profissionais que não estavam devidamente certificados para a execução do trabalho, que numa montadora nipônica é a cereja do bolo.

A descoberta de inspetores não certificados e, portanto, não autorizados a realizar tal função, pegou muita gente de surpresa e chamou a atenção do Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes do Japão. A Nissan rapidamente abriu uma investigação interna para apurar a presença de funcionários não gabaritados para a inspeção de qualidade, aquela das luvas brancas. No entanto, agora sabe-se que a montadora manteve os inspetores não qualificados mesmo durante a investigação até pelo menos o dia 11 de outubro.

Mas, a Nissan revelou que desde o dia 20 de setembro, apenas técnicos com certificados estavam realizando a inspeção de qualidade nos automóveis, verificando-se, no entanto, que a planta de Shonan, localizada na região de Tsutsumicho, perto da cidade de Hiratsuka, ainda funcionava com técnicos sem certificação para aquela função. O fabricante revelou que pelo menos dois empregados não tinham qualificação nesta unidade.

Em Shonan, a fábrica teve a produção interrompida e só teria retornado às atividades no dia 16 de outubro, afetando 3.800 carros. Inspetores do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo fiscalizaram todas as plantas da Nissan no Japão em busca de técnicos não qualificados, encontram nomes de pessoas qualificadas nos relatórios que, no entanto, foram emitidos por empregados sem credenciamento na função.

O ministério encontrou evidências da prática em várias unidades e pediu que a Nissan esclareça que medidas tomará até o fim de outubro. Ao todo, 386 mil carros foram inspecionados por técnicos sem credenciamento apenas em 2017. Segundo Keiichi Ishii, Ministro da Terra, Infra-estrutura, Transportes e Turismo, a situação “é extremamente lamentável, causando ansiedade para os usuários e sacudindo a base do sistema de certificação”. As reinspeções custaram US$ 302 milhões à Nissan.

[Fonte: Reuters/The Truth About Cars]

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