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GENERAL CARLOS AUGUSTO RESPONDE AO JORNALISTA JUREMIR MACHADO, DO JORNAL CORREIO DO POVO (DE PORTO ALEGRE)

Velhos e novos golpismos

Postado em 13 de dezembro de 2017
por Juremir Publicado em Uncategorized

Parece que no Brasil tudo se repete como golpe: de azar, de sorte, de Estado, de vento, de colarinho branco, de farda. Nos anos 1950, sargentos, coronéis e generais publicavam manifestos e articulavam o que consideravam ser o melhor para o Brasil. Até sobre a inflação ou o aumento do salário mínimo opinavam. Na década de 1960, com novos ritmos, tudo continuava igual no quartel de Abrantes. Milicos interpretavam a Constituição e davam ou não posse aos presidentes da República. O Clube Militar servia-lhes de covil para conspirações. Em 1964, um general Mourão apressou a tragédia.

Em 2017, outro Mourão, não menos histriônico, sonha com intervenção fardada e quer ser presidente do tal Clube Militar. Vai para casa mais cedo.

Tudo se repete desde 2016 como uma marchinha de carnaval menos divertida e bastante mais marcial: o STF se dobra sempre que espremido, senhoras tomam ruas, os Estados Unidos se posicionam dissimuladamente, o mercado fareja o golpe bilionário, a mídia se vende por convicção, a moral e os bons costumam vigiam a cultura em nome do combate ao comunismo. Nada de nu, nada de sexo, nada de ideologia de gênero, nada de nada, pode ser a gota d’água, pai afasta de mim esse pessoal carregado de ódio e de nostalgia tinta de sangue. Em 50, combatia-se Vargas. Em 60, o herdeiro de Vargas. Em 2017, a Era Vargas sofreu o golpe fatal. Adeus CLT.

Entramos na uberização global.

O ministro da Defesa de hoje veio das hostes dos que queriam atacar ontem. O velho PCB virou novo PPS. O MDB virou PMDB. Esquerda virou direita. Centro virou direita. A direita virou extrema-direita. Esquerdistas foram à prisão por crime comum para conviver com direitistas menos previdentes do que os privilegiados tucanos. Só Mourão continua Mourão. Pau que nasce golpista morre golpista. Lá vem o Brasil descendo a ladeira. Lá vai o Brasil repetindo os seus erros. Uma nova noção de responsabilidade surgiu: manter no poder um presidente acusado de corrupção para evitar, depois de uma deposição com cara e cheiro de golpe, de armação, uma nova troca de governante num curto espaço de tempo, o que poderia ser desastroso para o país.

No Brasil tudo se repete como tragédia. Nós rimos como se fosse comédia. Estamos acostumados com o pior. O novo Mourão disse uma verdade trivial: Michel Temer se mantém no cargo graças ao seu balcão de negócios. Cada voto vale uma fortuna. O novo Mourão, na sua condição autoproclamada de juiz de fora do parlamento, sem toga nem gravata, mas com farda verde-oliva e olhar cinza, tirou a conclusão errada: que o Brasil precisa de menos democracia. Veio naquela toada: é bom já ir se preparando. Sem essa, general. Vá cuidar da família.

Em 1950, Getúlio não podia ser candidato. Se fosse, não podia ser eleito. Se fosse, não podia tomar posse. Se tomasse, não poderia governar. Deu no que deu. Em 2018, Lula não pode ser candidato. Se for… Se todos os golpes falharem, resta um, tão velho como os outros: o parlamentarismo. No lugar da UDN, o PSDB. Tudo igual. Uau!

JORNALISTA JUREMIR MACHADO DA SILVA

ASSUNTO: ARTIGO - VELHOS HÁBITOS


Não sou leitor do jornal CORREIO DO POVO ; recebi de um amigo , pela internet, cópia do artigo de sua lavra - VELHOS HÁBITOS- publicado recentemente no referido matutino. Não tenho procuração do General HAMILTON MOURÃO; entretanto, conheço bem o insigne soldado desde o início de sua brilhante carreira. Ele é uma liderança inquestionável , coisa rara ,hoje, em nosso país assaltado, há longos anos, por políticos desprezíveis em conluio com a escória empresarial brasileira. Os militares e seus chefes maiores não são cidadãos de segunda classe e ao longo de suas duras carreiras , servindo sempre aos interesses maiores da nação, procuram manter seus subordinados e pares ( da ativa e da reserva) informados sobre os rumos seguidos pelos governos de ocasião. Discordando dos termos de seu sarcástico Artigo em que demonstra desprezo preconceituoso contra o estamento militar, resolvi responder seus ataques com o artigo CARÊNCIA DE LIDERANÇAS que lhe envio em anexo. 

Atenciosamente

CARLOS Augusto Fernandes Dos SANTOS - 
General Reformado- Tel (51) 99983-0695
CARÊNCIA DE LIDERANÇAS

A virtuosa medida tomada pelo Marechal Castello Branco no seu governo ( abril de 1964 a março de 1967), aprovando uma lei no Congresso que limitava o tempo de permanência dos Generais em serviço ativo, teve por objetivo afastar os comandantes militares dos conchavos danosos da política partidária dentro dos quartéis. “As vivandeiras”, mencionadas por Castello Branco , que visitavam os estabelecimentos castrenses com frequência inusitada, depois de 1964 foram gradativamente sumindo e, com o tempo, desapareceram do cenário político os caudilhos e os GENERAIS / ALMIRANTES DO POVO.

Infelizmente, a eficaz medida, ao longo dos anos , tem impedido o aparecimento de lideranças Militares que , como mostra a nossa história pátria, tiveram papel relevante em episódios, desde a formação da nacionalidade até os conturbados dias vividos até 1985, ano em que os Chefes das Forças Armadas recolheram-se às servidões do Castro.

Desconhecer que a nação brasileira, da alvorada de sua existência até hoje, foi marcada por dois símbolos fundamentais- a CRUZ e a ESPADA- é mostrar ignorância ou má-fé. Inúmeros líderes civis, religiosos e militares, através da renúncia, do despojamento e da entrega aos seus ideais, cimentaram os fundamentos dessa nação continente. E , hoje, onde estão esses LÍDERES ? Na iniciativa privada , no setor público- casas legislativas, executivos dos governos estaduais- na lenta e ineficiente justiça em suas diversas instâncias ? Claro que não; as raríssimas exceções são facilmente identificadas por todos os brasileiros conscientes.

No fim de semana passado, um General respeitado por seus pares, mercê de sua brilhante trajetória profissional foi , mais uma vez, afastado das funções que exercia. Que pecado cometeu o indigitado Chefe Militar? Em uma palestra, em recinto fechado, emitiu suas opiniões, alertando oficiais da Reserva – Grupo TERNUMA- sobre os estranhos rumos que , desde 1985, o país vem sendo conduzido. Uma análise irretocável e verdadeira; na palestra MOURÃO disse aquilo que todos os brasileiros conscientes pensam sobre o inaceitável BALCÃO DE NEGÓCIOS – um ESCÁRNIO – que sucessivos governos, principalmente, durante e depois que LULA alçou ao poder, a sociedade estarrecida diariamente assiste. “Tiremos, assim, o sofá da sala; a República às favas”.

Enfim, eis que surge uma liderança. “Habemus um novo LÍDER Militar”.

Ouso sugerir neste despretensioso artigo que o General MOURÃO prossiga, na Reserva que o espera , em sua saga virtuosa.Use sua energia patriótica e lúcida; utilize sua reconhecida competência, para mostrar aos maus políticos o que é conduzir subordinados e compatriotas pelo exemplo que arrasta; empenhe-se e expulse com vigor essa “camarilha desprezível” que, há longos anos , infelicita a nação de TIRADENTES, CAXIAS, JOAQUIM NABUCO, RIO BRANCO , VARGAS, CASTELO BRANCO e inúmeros heróis anônimos.

Ensarilhe a modéstia , característica do segmento militar; atraque a palamenta e prossiga na prenunciadora trajetória. Haverá , com certeza, um Partido Político que o lançará CANDIDATO ( com C maiúsculo) à Presidência da República. É o que esperam os brasileiros !

Carlos Augusto Fernandes dos Santos- 
Militar Reformado- POA/RS 14/12/2017


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