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POR QUE VIREI CONSERVADOR POLÍTICO


Miguel Lucena*

Tornei-me conservador político após uma longa e demorada análise dos rumos da sociedade, no passado e no presente, e constatar que o mundo e as pessoas são reais, desiguais e diferentes.

As chamadas esquerdas abominam o mundo presente, criando um mundo fictício e seres humanos perfeitos, e raciocinam a partir dessa ideia, com premissas e conclusões falsas, substituindo o Céu dos cristãos e muçulmanos pelo paraíso na terra.

Os ideais de Liberdade e igualdade são construídos sobre um dilema: um diminui o outro, porque, sendo os indivíduos portadores de capacidades diferentes, os mais capazes, tendo ampla liberdade, se tornarão mais fortes ainda ante os menos capacitados. Forçando a igualdade, tolhe-se a liberdade dos mais habilitados. O cientista e o idiota teriam de ombrear-se na mesma linha de produção.

As experiências passadas demonstram que forçar a natureza dos indivíduos resulta em fome, morte e destruição, como ocorreu nos países da chamada Cortina de Ferro, Cuba e Camboja. A China, que tem uma economia capitalista e um regime político comunista, só continua de pé porque suprimiu a liberdade da população.

A esquerda moderna, sem alternativas às instituições edificadas pelo mundo democrático, pulverizou a luta pela derrocada do sistema em reivindicações de grupos diversos, centrando em diversidade e multiculturalismo, substituindo o justo respeito pelo diferente à imposição de caprichos minoritários à vontade da maioria.

O objetivo, porém, é o mesmo de antes: destruir o velho mundo, começando por desmantelar o núcleo mais resistente da sociedade: a família.

A destruição da família, a partir da defesa da liberdade sexual sem limites e da fabricação de crianças aos deus-dará, das produções independentes e dos filhos sem pai, tem resultado em negligência e abandono infantis, em transtornos de personalidade e descontrole da criminalidade, levando a sociedade a despender recursos extraordinários com centros de internação juvenis e cadeias.

O domínio da cultura e das escolas pelas chamadas idéias progressistas resultou na formação de legiões de pessoas sem freios morais, rebeldes sem causa e incivilizadas, tendentes a abominar qualquer noção de autoridade: dos pais, professores e poderes constituídos.

Essas pessoas, ponerologizadas pela hegemonia cultural de Gramsci, perderam o medo, a vergonha e a culpa. Assim, tudo vale e qualquer coisa serve.

Para a esquerda, os fins justificam os meios. Quem defender a causa, mesmo que seja canalha, será do bem. Não se reconhece virtudes individuais. Então, quem for contra a causa, mesmo que seja benfeitor da comunidade, bom pai de família e amigo fraterno, será do mal.

A esquerda manifesta um amor abstrato pela humanidade, mas é insensível aos dramas individuais. Os militantes são anti-solidários. Abominam a caridade. São incapazes de socorrer uma pessoa próxima em dificuldade. Zombam de quem dá esmolas. Entendem que só quem pode dar esmolas é o Estado.

O Estado é o irmão provedor. Ele tem de se imiscuir na vida dos cidadãos e resolver todos os seus problemas, até os de caráter. A responsabilidade individual deixa de existir. A conduta deletéria do indivíduo é resultado do meio.

As pessoas são transformadas em idiotas e incapazes. Os criminosos são vítimas da sociedade injusta. O cidadão que insiste em ser honesto e trabalhar todos os dias é esquecido. As atenções se voltam para os que romperam o contrato social.

O combustível que move a luta é o ressentimento. A ordem é destruir quem conseguiu conquistar bens e posições. Ignoram que o indivíduo que ficou bem de vida por ter passado em concurso de alta complexidade não é necessariamente um explorador que estudou à custa do sacrifício dos marginalizados. Essa pessoa sacrificou a pelada na praia, a cerveja com os amigos, o namoro com a garota mais bonita do bairro e outras diversões, enquanto quem não passou em nada se jogou no hedonismo e agora ...


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