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Poema sujo – Ferreira Gullar

Olá pessoal, o post de hojé traz Poema Sujo de Ferreira Gullar. Espero que goste desse poema que pertence ao nosso projeto Poema de bom dia!

Poema sujo – Ferreira Gullar

O Poema sujo de Ferreira Gullar foi escrito em época de repressão no Brasil. Ele aborda o conflito entre o querer se expressar e o se expressar. Utilizando o corpo como elemento transgressor e uma forma de traduzir o cotidiano. O corpo ainda é considerado um conector entre o mundo e o poeta. Vamos ler Poema Sujo?

Poema sujo – Ferreira Gullar

turvo turvo

a turva

mão do sopro

contra o muro

escuro

menos menos

menos que escuro

menos que mole e duro

menos que fosso e muro: menos que furo

escuro

mais que escuro:

claro

como água? como pluma?

claro mais que claro claro: coisa alguma

e tudo

(ou quase)

um bicho que o universo fabrica

e vem sonhando desde as entranhas

azul

era o gato

azul

era o galo

azul

o cavalo

azul

teu cu

tua gengiva igual a tua bocetinha

que parecia sorrir entre as folhas de

banana entre os cheiros de flor

e bosta de porco aberta como

uma boca do corpo

(não como a tua boca de palavras) como uma

entrada para

eu não sabia tu

não sabias

fazer girar a vida

com seu montão de estrelas e oceano

entrando-nos em ti

bela bela

mais que bela

mas como era o nome dela?

Não era Helena nem Vera

nem Nara nem Gabriela

nem Tereza nem Maria

Seu nome seu nome era…

Perdeu-se na carne fria

perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia

Confira o vídeo de Poema Sujo:

FIM do poema Poema sujo

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Estaremos publicando bastante material, como entrevistas, listas e dicas para alunos e professores.

Até a próxima!

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