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Antecipação do imposto sobre combustíveis é "mais um sinal de alarme"

A candidata à liderança do CDS-PP disse hoje que a antecipação da receita do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos é "mais um sinal de alarme", acusando o Governo de querer "dar com uma mão aquilo que depois vai tirar" com duas.




"O terem de antecipar uma receita que estava planeada mais para a frente é, provavelmente, mais um sinal de alarme porque, de facto, as coisas não estão bem", afirmou Assunção Cristas, na Candelária, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, após visitar a empresa Quintal dos Açores.


Para a antiga governante, que se encontra no arquipélago para apresentar a candidatura aos simpatizantes e militantes do partido, este "é mais um sinal de preocupação".
"Nós vemos o Governo a fazer remendos, a desenhar um cenário que não corresponde à realidade, a fazer um filme que é de ficção e, depois, embate com a realidade e a realidade mostra-lhe que não pode ser assim, e depois anda a corrigir, mas anda a corrigir no mau sentido muito provavelmente", declarou.
Assunção Cristas referiu que se o Governo, liderado pelo socialista António Costa, "tivesse desenhado as coisas de outra maneira desde o início, em vez de fazer concessões à esquerda radical, se calhar" o país mantinha "um crescimento e um rumo de consolidação das contas públicas, de crescimento económico, de emprego".
"Este Imposto é a prova evidente de que o Governo quer, aparentemente, dar com uma mão aquilo que Depois Vai Tirar com duas mãos. E vai ao coração da classe média portuguesa, das famílias e das empresas, pequenas e médias empresas que têm precisamente nessa parte dos combustíveis uma fatia relevante dos seus custos de produção", continuou Assunção Cristas.
A candidata centrista acusou o executivo de estar "com muito pouca atenção ao crescimento económico feito pelas empresas, pela dinamização da atividade privada" ou noutras áreas que "requerem estabilidade laboral, estabilidade fiscal e apoio financeiro para se poderem desenvolver".
Questionada se pode surgir um novo resgate, Assunção Cristas respondeu: "Eu quero crer que não".
"Mas preocupo-me quando vejo um primeiro-ministro a dizer que está muito tranquilo quando ninguém à sua volta está tranquilo, quando as entidades nacionais e internacionais independentes não estão tranquilas, quando os mercados começam a dar os sinais de nervosismo e, obviamente, todos os portugueses começam a ficar preocupados".
A portaria nº 24-A, publicada na quinta-feira em Diário da República e que entra hoje em vigor, estabelece um aumento de seis cêntimos por litro no imposto aplicável à gasolina sem chumbo e ao gasóleo rodoviário.
O Governo justifica a decisão com o objetivo de ajustar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos "à redução do IVA cobrado por litro de combustível, atendendo à oscilação da cotação internacional dos combustíveis e tendo em consideração os impactos negativos adicionais causados pelo aumento do consumo promovido pela redução do preço de venda ao público".
Na portaria, é também determinado um aumento de três cêntimos por litro no imposto aplicável ao gasóleo colorido e marcado (gasóleo verde ou agrícola).



nm


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