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O proceso mental na tomada de decisões


A alguns meses atrás publiquei um artigo no Pulse do Linkedin, onde abordei o tema “Procura-se tomadores de Decisões - Você se habilita? ” ao qual você pode acessar através do Link: http://bit.ly/1Xwcmgbe entender o que as empresas esperam principalmente por parte dos seus líderes quer sejam estes formais ou informais, mas hoje quero lhe ajudar a entender de forma mais detalhada o processo mental envolvido nesse processo de Tomada das decisões, para ajudar você a desenvolver essa competência tão valorizada no mundo dos negócios e com isto contribuir com a aceleração do seu sucesso profissional

Esse processo mental é estudado pela neurociência que é um conjunto de ciências que são utilizadas para estudar o cérebro humano.

Com a neurociência o dualismo cartesiano no qual mente e cérebro são tratados como se fossem entidades separadas, passam a ser combatidos e mais do que isto, a neurociência passa a estudar os circuitos neurais em funcionamento, e com isto a forma como estas estruturas cerebrais interagem, o que levou os cientistas a entender alguns mecanismos básicos do funcionamento do cérebro que inclusive dão subsídios para o campo da psicologia.

A percepção é uma coisa absolutamente pessoal que está relacionada diretamente às experiências do indivíduo, suas memórias, sua carga genética.

Exemplo: um indivíduo que estiver com uma mochila pesada nas costas, ao olhar para uma subida ele pode achar a subida mais íngreme do que se ele estivesse sem essa mochila nas costas.

Isto significa que dependendo do peso que você carrega na vida, os desafios a serem enfrentados lhe parecem maiores ou menores, dependendo do apoio que você tem, ou seja, a percepção sobre seus problemas pode ser diferenciada.

Então não existe uma percepção absoluta sobre o mundo, essa percepção é sempre relativa, partindo da situação em que você está.

O papel de uma estrutura cerebral como o cerebelo que era tido como exclusivo do controle da motricidade, do equilíbrio, hoje já se sabe que a leitura, que a cognição, que o entendimento do indivíduo, cálculo matemático, também dependem de funções cerebelares e então hoje acredita-se que uma função do cerebelo está relacionada com a automatização de processos que é um dos aspectos mais interessantes que os cientistas descobriram na neurociência, onde o indivíduo sempre vai procurar automatizar as suas respostas, seus comportamentos, porque isso acelera os processos e ganhando tempo ele ganha eficiência e isto na natureza é muito importante em termos de sobrevivência.

Exemplo: Um animal que sabe buscar alimento e água tem mais chance de sobrevivência já para os humanos quanto mais rápido este mundo fica, quem responder mais rápido terá vantagens, o que por outro lado provoca desvios, porque ao você automatizar respostas, muitas vezes você não consegue ter um certo discernimento para escolher as respostas mais corretas baseado numa observação mais racional, que é uma característica do ser humano.

Então a contribuição da neurociência está em entender essa automatização e ajudar as pessoas a usá-la de forma mais correta.

Com relação a emoção e a razão ao se tomar uma atitude, temos que quebrar alguns paradigmas como os de que nós achamos que em alguns momentos nós fizemos alguma escolha pela emoção e em outros momentos as fizemos pela razão.

Na verdade, nosso sistema neurológico é complexo o suficiente para que todos esses processos sejam levados em conta simultaneamente.

O chamado homem racional que procura sempre aferir vantagens nas coisas, tomar decisões que sejam favoráveis a ele que se utiliza da razão para isso, no fundo no fundo está baseando toda sua tomada de decisão na sua emoção.

Retirar a emoção de uma decisão é torna-la totalmente desprovida do seu conhecimento anterior, da sua intuição, das relações que você já construiu com aquele assunto.

Então a emoção que é tida como uma coisa impulsiva, instintiva, na realidade ela é a base de tudo que a gente faz aparentemente racionalmente.

Nós dissemos que tomamos uma atitude racional, mas na verdade nós usamos as emoções que nós já vivenciamos sobre aquilo para dar balizamento do que é bom e do que é ruim.

A razão por si, não consegue avaliar todas as variáveis de um determinado problema.

A real tomada de decisão, aquela mais acertada, é sempre baseada na emoção e isto não faz dela um equívoco ou uma impulsividade.

Impulsividade não significa que um indivíduo está tomando uma decisão com base na emoção, significa que ele não está dando tempo de processamento adequado para que todos os elementos interajam na tomada de decisão para que esta fique mais rica.

A boa tomada de decisão é aquela que leva em conta todas as suas emoções e todos os seus conhecimentos racionais e teóricos sobre o assunto, para ser construída com pesos adequados sobre tudo isso.

Então não existe uma tomada de decisão sem emoção, o que existe são emoções bem elaboradas, bem trabalhadas, bem construídas no indivíduo apoiados por uma razão e vice-versa, ou seja, um fluxo livre de informações entre emoção e razão que vai fazer com que nós tenhamos uma tomada de decisão mais adequada.


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