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O Coronavirus, o Confinamento e a Recessão.

1. SOBRE O CORONA: é um problema de saúde pública mundial (repito, mundial). Não tem cura, vacina ou tratamento 100% comprovado (a cloroquina, ao contrário do que alguns falam, apresentou um percentual de melhora de 18% de melhora em alguns pacientes, enquanto outros tratamentos mostraram 11%. Pra alguns é número muito bom, mas para pesquisadores da área é um percentual pouco diferente de outros métodos). É uma doença grave e muito contagiosa, que deve ser tratada com seriedade. Muitos dizem "mas e a dengue?", a dengue tem 60.000 casos no Paraná e matou 59 (0,10% dos casos), tem tratamento e não é contagioso, o Corona tem uma variação que vai de 2 a 13% de mortalidade.

2. SOBRE A RECESSÃO: a) recessão da União, Estados e Municípios: eles vão fechar as contas em déficit esse ano. Mas terão o Aval Pra Gastar mais que o previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Os Estados e Municípios terão auxílio da União em empréstimos e prazos pra pagar, com carência de alguns meses ou até ano pra iniciar. Os Estados e Municípios que decretaram calamidade pública terão aval pra gastar quanto achar necessário para combater o corona e, de certa forma, essa foi a salvação de alguns gestores públicos que iriam fechar as contas desse ano no vermelho e poderiam ser responsabilizados por improbidade. Então o corona para alguns foi uma bênção.

b) da recessão da iniciativa privada: todo mundo sabe que o PIB brasileiro tem como principal indicar o setor de serviços, esse será o que mais vai sofrer com essa pandemia. Mas vejamos algumas coisas: 1) boletos poderão ser reagendados; 2) melhor momento para fazer negociação com fornecedores que também estão enfrentando as mesmas coisas; 3) pode fazer empréstimo com juros de 3,75% ao ANO (cerca de 0,33% ao mês), com carência de SEIS MESES pra iniciar a pagar a folha salarial dos empregados e impedir a dispensa (nesse caso mandar funcionário embora é mais caro que essas condições), tendo em vista que a folha salarial é o principal custo de algumas empresas, muitos estão aliviados e atendendo (porque, convenhamos, menos de 50% das empresas estão seguindo a quarentena); 4) a empresa pode reduzir o salário em até 70% e o empregado pode receber parte do seguro desemprego pra minimizar os impactos no salário; 5) governo liberou crédito para os bancos emprestarem mais para as empresas que se tiverem garantias de imóvel pode colocar o juro lá embaixo. Corona foi benção para algumas empresas. Quem sofre? O setor de serviços e empreendedores que ganham menos de 5.000,00 ao mês.

c) A bolsa de valores no mundo inteiro sobe quando os números de corona diminui ou quando o governo adota medidas de combate ao vírus e a quarentena dá resultado.

3. SOBRE O CONFINAMENTO: sim, acho necessário para CONTER O AVANÇO DO CONTÁGIO (em letras garrafais, CONTER). O Confinamento não vai resolver, vai ter pessoas que vão precisar ir para as ruas, trabalhar em serviços essenciais. Mas o confinamento é para CONTER o contágio, REDUZIR a curva de aceleração, enquanto o Estado e os Hospitais Privados se PREPARAM para o tratamento. Se não existisse o confinamento o número seria maior e não existiria estrutura suficiente para atender. Então, sim, sou a favor do confinamento. Confinamento Vertical? Não, de todos. Confinamento vertical só existe no caso de idosos que moram sozinhos, ai eles não sairiam e os vizinhos e familiares comprariam suas coisas. Mas não é o caso da maioria dos casos porque os mais novos saem e voltam pra casa sem os devidos cuidados. Sim, sem os cuidados. Porque se for pra se cuidar mesmo é pra deixar sapatos do lado de fora, não encostar em superfícies (se encostar lavar a mão e não levar ao rosto), tomar banho, deixar roupas pra lavar assim que chegar, usar máscara e álcool pra conviver com idosos e ficar saindo demasiadamente.

Mas, convenhamos, confinamento? Quem realmente respeitou isso? Acho que não chega a 45% da população. E muita gente usando isso pra aumentar o capital político defendendo ou indo contra o confinamento.

Em rápidas palavras é isso o que eu penso.


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