Get Even More Visitors To Your Blog, Upgrade To A Business Listing >>

X-Men – Apocalipse

Tags: apocalipse

Chega hoje aos cinemas X-Men Apocalipse. Desde que o filme foi anunciado eu vi muita gente dizendo que não estava empolgada pra ver o filme no cinema, principalmente por causa das críticas negativas ao visual do vilão Apocalipse e a decepções recentes com os filmes baseados em quadrinhos da Fox, especialmente Quarteto Fantástico (vale lembrar que esses comentários são do final do ano passado). Mas aí veio Deadpool e a expectativa em torno do próximo trabalho da Fox cresceu.

Apocalipse é provavelmente o melhor filme dos X-Men até agora. Tudo que se pode esperar de um filme fantástico está lá, de modo que é até difícil imaginar alguém saindo do cinema decepcionado, ainda que vagamente.

Os efeitos visuais estão fantásticos. Não há ponto negativo a ser mencionado sobre a manifestação dos poderes de cada mutante.

O roteiro parece meio confuso, principalmente pra quem (como eu) só assistiu o filme uma vez, mas na conversa no carro durante a volta pra casa já deu pra elucidar muita coisa. Não há grandes furos no roteiro, apenas a confusão normal pela reformulação da cronologia.

A trilha sonora foi tão boa que eu não pude evitar um parágrafo sobre ela. As peças compostas para o filme são ótimas, disso não há dúvida. Mas as músicas escolhidas para compor a trilha sonora foram um show. Exemplo: a cena protagonizada por Mercúrio. Quem assistiu Dias de Um Futuro Esquecido já sabe não só do que Mercúrio é capaz como mutante, mas também do que ele é capaz como personagem. Quero dizer: como mutante ele é capaz de correr na velocidade do som; como personagem ele consegue prender a plateia na cadeira e fazer todo mundo sair do cinema comentando sobre “a cena de Mercúrio”. Pois então. A cena é fantástica, mas a trilha sonora deu o toque final. Ver Mercúrio em ação é legal; se for ao som do Eurythmics, com Sweet Dreams, é fantástico. (Pessoalmente eu prefiro a versão de Marilyn Manson, mas seria contraditório na linha temporal.) A presença de uma composição de Beethoven foi mais um grande ponto positivo. O público em geral conhece os temas centrais da Quinta e da Nona Sinfonia, mas o segundo movimento da Sétima Sinfonia não perde para esses dois. Se você não sabe de que música eu estou falando, assista o filme. A música vai ser aquela que vai fazer um arrepio correr espinha acima até a nuca, talvez até antes que você perceba que há uma música tocando. São poucos os compassos que aparecem no filme, mas é o suficiente. Assista. Você vai entender.

Em relação ao enredo, só tenho elogios. Tudo que eu gosto está ali. A releitura do passado histórico, com a inserção de mutantes interferindo nos grandes acontecimentos, assim como a releitura do nosso presente, nos mostrando o quando estamos sendo vítimas de vilões hoje, aqui do lado de fora da tela, o quanto as ideias que os vilões defendem estão interferindo na nossa vida hoje, e que a destruição do filme só não aconteceu (ainda) porque os vilões aqui não são tão poderosos quando os do filme.

Mas o grande personagem do filme é o vilão.   

Lembra quando foi divulgada a primeira imagem oficial do visual de Apocalipse? Lembra daquela avalanche de comentários negativos? Então. Esqueça tudo. O visual ficou muito bom na telona. O Apocalipse dos quadrinhos e games tinha uma aparência menos semelhante à humana, tanto que eu pensava, a princípio, que ele não fosse terráqueo. E essa aparência mais próxima à humana do vilão serve pra ajudar a transmitir a mensagem mais importante do filme. Lembra dos desenhos de Scooby Doo? Lembra que eles sempre perseguiam monstros, zumbis, fantasmas, e que no final todos os monstros eram humanos? Então. Essa é a mensagem central de todos os episódios de Scooby Doo. Em X-Men Apocalipse acontece exatamente a mesma coisa. O objetivo de Apocalipse é erradicar uma raça inferior para construir um mundo melhor para os seguidores dele. Acontece que esse sonho Apocalíptico não é nenhuma novidade para nós, humanos. Essas ideias já ganharam força e foram postas em prática em vários momentos da história, sendo o nazismo o exemplo mais conhecido atualmente. Mas o nazismo não foi a última ocorrência. Basta dar uma olhadinha rápida no Facebook para vermos milhares de postagens, cada uma com milhares de curtidas, pregando que há uma suposta corja que deve ser exterminada ou mandada pra longe, pra que nosso país possa se transformar num lugar melhor onde as pessoas de bem poderão viver. Esse é um discurso fascista. A faxina étnica, o genocídio, a raça superior (seja por motivos genéticos ou por suas opiniões), não faz diferença se é na década de 40, no filme ou em 2016. E, mais uma vez, como em Guerra Civil, como em Batman vs Superman, é preciso decidir: de que lado você está? O ápice do embate ideológico se dá quando Xavier é usado para transmitir a mensagem de Apocalipse e muda um pequeno trecho do discurso de modo a transformar toda a informação que estava sendo propagada. Apocalipse diz: “Aqueles que têm grandes poderes devem exterminar aqueles que não têm”; Xavier transforma em “Aqueles que têm grandes poderes devem proteger aqueles que não têm”. Uma única palavra mudada, um sentido inverso para a mensagem. Um discurso nazifascista e uma ideologia socialista postas frente a frente. De que lado você está?

Por: Duca Feio

Tags: 
xmen X-men apocalipse resenha critica veredito marvel


This post first appeared on QualquerCoisaLTDA, please read the originial post: here

Share the post

X-Men – Apocalipse

×

Subscribe to Qualquercoisaltda

Get updates delivered right to your inbox!

Thank you for your subscription

×