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Game of Thrones – 6ª Temporada

A expectativa para a sexta Temporada de Game of Thrones era imensa. Jon Snow estava morto, a série havia passado os livros, ficava a dúvida se os produtores conseguiriam levar a série adiante com qualidade, sendo que muitos consideram a quinta temporada (que já se distanciava dos livros) como a pior até então. Felizmente, a sexta temporada de Game of Thrones não só foi excelente, como elevou a série a um novo patamar!

A palavra-chave que definiu essa temporada foi Retorno. Para começar o retorno do Bran, que no seu treinamento com o Corvo de Três Olhos descobriu vários segredos super importantes para a trama envolvendo o Trono de Ferro e árvores genealógicas, como também revelações que envolvem os White Walkers; o retorno de Jon Snow a vida, que tornaria o personagem o protagonista dessa temporada na luta contra o Ramsay para tomar o Norte de volta e levantaria indícios se ele não é o verdadeiro herói da história; e os retornos de personagens secundários que por um tempo estiveram sumidos e acabaram voltando! Contudo, vale ressaltar que mesmo com vários retornos, a série não deixou de ser Game of Thrones e muitos personagens queridos morreram nessa temporada (Hold the Door)!

Game of Thrones sempre foi uma série muito mais política do que realmente de fantasia. Contudo, o elemento fantástico tomou muito mais conta da primeira parte da temporada, assumindo que no próximo ano, a série terá um equilíbrio. Todo arco político em King’s Landing envolvendo o Alto Pardal, que muitos estavam de saco cheio, ficou em segundo plano, porém por ter sido construído lentamente, tornou a conclusão no décimo episódio muito mais impactante e jogou a personagem da Cersei para um patamar muito diferente do que ela se encontrava anteriormente.

Não só a Cersei, mas foi uma temporada muito do “Girl Power”. Yara Greyjoy querendo assumir a liderança das Ilhas de Ferro; Ellaria Sand que assumiu o poder em Dorne; Margaery e Olenna Tyrell, que sempre foram personagens muito interessantes e carismáticas, envolvidas diretamente com a Fé Militante; a introdução da garotinha Lyanna Mormont que roubou a cena; Sansa deixando de ser Sonsa e convencendo Jon Snow a enfrentar o Ramsay; e claro, Daenerys, que deu a volta por cima nos Dothrakis e provou que está pronta para sentar no Trono de Ferro!

Algo muito marcante em Game of Thrones e melhorado a cada ano é a parte técnica da série. A fotografia e direção de arte estão cada vez melhor. Cada cenário distinto um do outro, com uma identidade própria da região, os detalhes do cenários (comparem a Vaes Dothrak da primeira temporada com essa) e o figurino dos personagens (foco nessa temporada para o da Daenerys), que são cada vez mais caprichados. Sem falar nos efeitos visuais, principalmente relacionado aos dragões, que a cada ano parecem muito mais críveis!

Foi uma excelente temporada, mas não quer dizer que foi perfeita. Pequenos arcos de personagens acabaram não tendo a devida atenção ou os produtores tomaram alguma decisões meio “WTF”. Como foi o caso de Dorne, que foi o maior problema da temporada anterior e logo no primeiro episódio dessa temporada causou o maior furo de roteiro de toda a série, que fez com que esse núcleo voltasse só no último episódio; Euron Greyjoy, que não só foi um personagem descaracterizado, em relação aos livros, como teve pouco tempo de tela para um aprofundamento maior; Sam e a Gilly, que por mais que apareceram por pouco tempo em apenas três episódios, poderiam ter sido cortados da temporada com facilidade; e o Tyrion, que é um personagem que muitos gostam, mas que tirando o seu grande momento com os dragões no segundo episódio, não teve destaque merecido!

Diferente de uma Netflix que libera todos os episódios de uma vez, acompanhar um episódio semanalmente e especular a função dele na temporada pode ser muito diferente do que a análise final. O grande exemplo disso foi o episódio sete (The Broken Man), que focou no retorno de um personagem que muitos acreditavam estar morto e o episódio passa boa parte justificando e explicando o retorno dele, o que já prejudica o ritmo. O grande problema é que o retorno de tal personagem não é relevante em nenhum momento para os grandes arcos da temporada, poderia ter sido facilmente apagado e utilizado para o desenvolvimento de outro personagem, por exemplo, a Arya. Que teve um arco bem interessante do treinamento para se tornar Ninguém, mas que logo entre o episódio sete e oito, o roteiro resolveu tomar uma atitude forçada, deixando a conclusão dela sem o impacto merecido!

Entretanto, esses problemas são pequenos quando a temporada é vista num todo. Os primeiros cinco episódios mantiveram um ritmo acelerado de acontecimentos que movimentaram a trama, mas o destaque, obviamente, vai para dos dois últimos episódios da temporada, que tiveram durações maiores e um orçamento caprichado. O nono episódio trouxe a batalha mais épica que já foi vista na televisão, com vários momentos memoráveis e efeitos visuais com nível de cinema e o décimo episódio manteve a qualidade estética, mas como um final de novela, matou vários personagens e revelou segredos importantíssimos para o futuro da série!

A sexta temporada de Game of Thrones é um marco para a história da TV e também para a sua própria narrativa. Vários arcos foram concluídos nessa temporada e as tramas finalmente irão colidir para o seu grande desfecho. Afinal, foi confirmado de que só terão mais duas temporadas e a sétima terá provavelmente sete episódios.

Muitos fãs reclamaram que a temporada foi muito fanservice, que no livro o Martin não resolveria as coisas assim. Obviamente que quando o livro sair, o desenvolvimento da história será maior, mas é como toda adaptação que sofre pelos fanboys do material original não aceitarem mudanças e o que eles chamam de fanservice, outros chamariam de resolução narrativa, afinal a série está caminhando para o fim e as tramas precisam ser resolvidas. Não dá para viver só de especulações!

 Os produtores David Benioff e D. B. Weiss mostraram ter respeito pela obra de George Martin, mas não dá para ficar esperando o autor terminar de escrever e eles conseguiram provar na prática que mesmo sem a base dos livros a série tem força para se sustentar. Agora é esperar mais um ano para voltar para esse mundo tão rico e palpável que fez e continuará fazendo história na literatura e na televisão!

O Inverno chegou!

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