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O Recriador Chave do Superman

Quando se fala em quadrinhos aquele que ganha mais destaque é sempre o ilustrador, claro que o roteirista também não passa despercebido, porém em HQs a notoriedade maior realmente fica nos traçados. Um ótimo ilustrador que ajudou muito o universo das histórias em quadrinhos na década de 40 e que pouco ganha destaque foi Curt Swan.

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Nascido no ano de 1920 em Minneapolis (Estados Unidos), Curt foi filho de John Swan, um simplório ferroviário e Leotine Hanson. Era o mais novo dos cinco filhos do casal. Desde muito jovem, Swan possuía uma boa desenvoltura com as mãos, seus desenhos eram destaques.

Quando criança, era fascinado pelas histórias ilustradas Saturday Evening Post. Aos seis anos Curt vendeu sua primeira obra, intitulada de big-livrinho. O caderno ilustrado na parte de trás de um calendário foi adquirido pelo seu coleguinha de classe. Com toda a escola sabendo do talento dele, Curt virou um deleite até para os professores.

Curt 6

Passado os tempos, com 18 anos de idade ele assistia o mundo caminhar para um colapso que em termos históricos jamais será esquecido, a Segunda Guerra Mundial. Com esta idade Swan entrava para a Guarda Nacional. Após algum tempo na Guarda Nacional, no final de 1940, adentrou a 34° Divisão, Infantaria 135. Em 1941 foi promovido para sargento, e sua companhia havia sido enviada à Irlanda do Norte, onde precisou ficar na vila Fintona.

Na Irlanda do Norte sua primeira oportunidade apareceu, ao fazer um mural para a Red Cross Club, ele se debateu com Dick Wingert, um dos responsáveis pelo cartum do jornal do exército, o Stars and Stripes.

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Dick aprovou o trabalho de Curt, e com a aprovação do cartunista, disse a Swan que deveria entrar em contato com Llewellyn, o coronel e chefe do Jornal do Exército. Com a sugestão de Dick na cabeça, e não se achando um bom escritor, Curt Swan decidiu enviar ao coronel uma de suas ilustrações. Com suas aptidões todas envolta dos traçados, seu desenho de imediato ganhou a aprovação de seu superior. Pouco tempo depois, ele foi transferido para Londres, onde serviu como artista. Lá fez diversas ilustrações de histórias e mapas.

Foi em 1945, pós Guerra Mundial, que Curt recebeu a sugestão de France Herron, o qual o dizia para enviar seu portfólio para DC Comics e lá tentar alguma coisa. Não deu outra, Curt foi e após uma entrevista bem sucedida ganhou uma participação na história Boy Commandos, naquele projeto ele era o responsável pelos traçados finais de sombra.

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Após Boy Commandos, trabalhou no personagem Superboy e outras obras. Foi no decorrer de 1953 que sua carreira decolaria, quando Mort Weisinger, convocou-o para trabalhar no personagem Superman. Junto dele estava Wayne Boring, o desenhista do Super Homem na época. Após a conclusão da obra, Mort, o chefe que até então não encarava muito bem os desenhos de Swan, gostou dos traçados e passou a ter um olhar positivo sobre o trabalho de Curt.

E realmente, foi tão positivo que em 1955 após uma briga com Wayne, Mort chamou Curt Swan para desenvolver o personagem. A partir dali começaram as verdadeiras caracterizações que dão destaque ao Superman e que também serviram de base para todas as mudanças do Homem de Aço que acorrem atualmente.

Weisinger aproveitou a saída de Wayne para solicitar a Swan que deixasse o Super Homem mais agradável, mais parecido com um personagem em quadrinho, não apenas um cartum. Após a inclusão de mais músculos no corpo do herói, e uma brusca mudança facial, buscando uma verdadeira expressão no rosto que interagisse com o leitor, o novo Superman ganhou  nova forma. Os traçados foram os mesmos nos 30 anos seguintes, consagrando o nome de Swan para os fãs da época.

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A partir daquele tempo, o nome Curt Swan ganhou enormes proporções a ponto do quadrinista ter um ponto histórico especial nesta trajetória do Homem de Aço.

Após a caracterização de Superman por mais de três décadas, Curt trabalhou em Monstro do Pântano, Teen Titãs, Capitão Marvel e dentre outras obras. Porém, já um pouco esquecido, foi convidado para auxiliar no projeto final do Superman antes do primeiro Reboot da DC Comics. Isto pois o responsável pelo projeto, Julius Schwartz assim como outros milhares, havia notado os traçados diferentes e os detalhes demasiados perfeitos de Swan. “Curt Swan havia se tornado, na mente de gerações de leitores, o desenhista definitivo do Superman, responsável por um número impressionante de aventuras estreladas pelo último Filho de Krypton” – Julius Schwartz.

A história que se criou foi O que Aconteceu ao Homem de Aço? Onde Curt Swan e Alan Moore trabalharam juntos e deram forma a um dos quadrinhos mais famosos deste herói fundamental para DC. Fizeram então a história que contou a despedida do Superman para milhares de jovens que seguiam o herói havia décadas. O final fechou com um tom taciturno que realmente lembrou uma despedida e ali fechou-se de vez o ciclo de Swan com o personagem. “Se alguém merecia as honras do que seguramente viria a se tornar uma das histórias mais memoráveis do herói de todos os tempos, era Curt.” – Julius.

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Com todo um bom tempo passado, os trabalhos de Curt para a DC foram diminuindo. Aos 76 anos faleceu enquanto dormia, deixando suas duas filhas e sua ex-esposa.

Com ilustrações não tão detalhadas como as de hoje, Curt foi um dos maiores ícones da era de prata dos quadrinhos, o ilustrador deixou muitos fãs que por anos puderam acompanhar seus diversos trabalhos.

“A contribuição de Curt para a lenda Superman permanece intocável, mesmo à luz dos distintos artistas que seguiram os passos dele” – Julius Schwartz.



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