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Esquadrão Suicida

A espera terminou e finalmente Esquadrão Suicida chegou aos cinemas, seguido de uma enxurrada de críticas negativas. Para quem estava na expectativa e ainda não assistiu, acompanhando toda a repercussão, provavelmente impera uma dúvida decepcionada: vale à pena ou não investir meu rico dinheirinho no novo filme da DC / Warner?

Em Esquadrão Suicida um grupo de criminosos, extraídos da galeria de vilões da DC Comics e que apodreciam atrás das grades, é convocado por uma agência secreta do governo norteamericano pela dura Amanda Waller (Viola Davis) para formar uma superequipe capaz de combater possíveis ameças meta-humanas. Em troca, ganham redução da pena. Se tentarem fugir, um explosivo subcutâneo é acionado e suas cabeças explodem. É o plot básico, vindo dos quadrinhos.

Temporalmente localizado após os eventos de Batman Vs Superman, sabe-se que Esquadrão Suicida sofreu em sua pós produção com a má recepção da crítica ao seu antecessor. Especulasse que foram feitas refilmagens e mudanças na montagem para dar à película um tom mais divertido, mais Marvel, fugindo da narrativa sombria e séria que o universo cinematográfico da DC vinha construindo, sob a batuta do massacrado diretor Zack Snyder. Por consequência, segundo os resenhistas de plantão, o resultado final foi um filme incongruente, em que duas obras diferentes digladiam-se dentro de uma só.

Honestamente creio que este conhecimento prévio de bastidores influenciou os especialistas na interpretação da obra. Analisando o filme em si, não percebi esta dualidade incoerente. É evidente que o filme tem problemas e que nunca será um clássico, mas a sensação ao deixar a sala é a de que foi uma experiência divertida.

Falando dos problemas, podemos começar com a opção pelos flashbacks para apresentar os membros do grupo, acompanhados de letreiros grafistas com uma “ficha” de cada um, que o expectador mal tem tempo de ler. Como disse quando comentei Batman VS Superman, flashbacks são um recurso que deve ser usado com moderação. Em geral, ficam  inorgânicos e anticlimáticos, a não ser que exista uma justificativa muito plausível no roteiro para sua presença, como uma narrativa não linear.

Outro ponto polêmico foi o Coringa de Jared Leto. Pois saibam que o personagem tem pouquíssimo tempo de tela. Aliás, supostamente grande parte das cenas do palhaço foram limadas na edição, justamente pelo conteúdo sombrio. Dito isto, cabe salientar que não é tão ruim como dizem. Há uma forte caracterização gangster/rapper dos EUA que incomoda se comparada ao que conhecemos do Joker. Isto é mais marcante nas aparições do personagem no primeiro ato. As que ficam próximas  do final já não tem este elemento (bem como uma estranha sexualização) e são boas sim.

O vilão do filme surge de maneira estranha e tem motivações frágeis. Além disso, parece uma ameaça poderosa demais para o grupo de delinquentes, o que leva a batalhas esquisitas.

A Arlequina (Margot Robbie) é tão boa quanto parece nos trailers. Protagoniza as cenas mais engraçadas, com suas falas destoantes vindas de sua insanidade. Isto a despeito de sua relação romantizada demais com o Coringa. Will Smith vai bem com seu Pistoleiro, personagem divertido que tem um background interessante. Gostei da Magia (Cara Delevingne) , principalmente em termos de design, sujo e sinistro. A cena da primeira transformação é excelente.

Esquadrão Suicida, um filme de vilões classe B, tem ido bem de bilheteria e as notas populares, ao contrário das proferidas pelos especialistas, tem girado em torno de 07/10.




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