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Paulo Coelho é assim tão ruim?

Paulo Coelho é controverso. Adorado por uns e odiado por outros tantos. Contudo, mesmo seus mais vorazes críticos não podem negar que O Mago é o autor brasileiro de maior sucesso no Mundo. Seu grande best-seller, “O Alquimista”, está há 358 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times, um recorde absoluto. Algo incrível, especialmente se considerarmos que o livro foi publicado originalmente em 1988.

Ainda que o sucesso do autor seja incontestável, sua obra não está a salvo da maledicência. As vezes gratuita, na base do “não li e não gostei”. Outras, advinda do nosso famigerado complexo de vira-latas, que não consegue admitir um brasileiro sendo admirado pelo mundo. Mas, é claro, há críticas baseadas estritamente no valor literário das obras e é por este caminho que este artigo pretende seguir.

Em O Alquimista um pastor de ovelhas, “o rapaz”, tem por duas noites o mesmo sonho: A criança que brinca com o rebanho depois conduz o jovem pela mão até as Pirâmides do Egito. O pastor então procura uma cigana para interpretar seus delirios oníricos e descobre que nas pirâmides está seu grande tesouro. Encontra um mendigo que se diz rei e também o encoraja a buscar sua “Lenda Pessoal”. Por fim, parte em uma jornada de auto-conhecimento e aprendizado pelo continente Africano, na busca de sua riqueza.

O personagem principal começa a narrativa como uma tabula muito raza, tão inocente que parece ter acabado de nascer. É um elemento exagerado que reforça a impressão de que a obra é fabulesca, ou algo semelhante à um livro da Bíblia, em que personalidades são caricaturas, funcionando em prol apenas de uma moral.

A sensação é a de que o simbolismo chegou antes da história. Tudo acaba sem vida, forçosamente encaixado para transmitir a mensagem e dando pouco espaço inclusive para as interpretações do leitor. O fato de raros personagens terem um nome próprio reforça a pouca profundidade que possuem. O rapaz, o alquimista, o cameleiro, o inglês… arquétipos que deveriam ser apenas estruturas iniciais, mas são tudo o que livro entrega.

O Alquimista é um livro ruim? Não. Mas está na prateleira errada. Certamente não é um romance. Poderia estar em “Auto-ajuda” ou “esoterismo”. E isto sem demérito algum. Até “Administração” seria mais adequado. Vejo semelhanças gritantes com, por exemplo, “O Monge e o Executivo”, em que a narrativa é sacrificada em detrimento ao ensinamento a  transmitir. Uma leitura didática, só que floreada e mais amigável.

Não questiono a qualidade da mensagem de Paulo Coelho e entendo o que tanto encanta as pessoas. O conteúdo tem poder de mudar vidas, com sua visão holística e sensorial de mundo. A alquimia é um conhecimento mágico, onde transformar metal comum em ouro é também uma metáfora para o quanto podemos e devemos evoluir. O Alquimista é motivacional. Encoraja a mudança em busca de sonhos.




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