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LISBELA E O PRISIONEIRO

Eu não consegui incluir no texto que vem a seguir uma indicação para livro. Por isso faço isso antecipadamente neste AS (antes escrito, contrário do PS - pós escrito).
Na Corda Bamba, Lygia Bojunga Nunes fala sobre uma menina, Maria, que vivia em um circo e precisou morar com a castradora avó. O livro é o resgate da personagem feito por ela mesma. 
Hoje, aqui no A VIDA LIDA, vou falar de evolução pessoal, teatro e circo. Segue o texto:






bela bela mais que bela

mas como era o nome dela?

Não era Helena nem Vera

nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era...” 
(Ferreira Goulart)


Seu nome era, e ainda é, Lígia Paula Machado. Mas, muitas vezes a chamam de Lisbela.
Você já assistiu ao filme: Lisbela e o Prisioneiro?


Pois bem, a história é mesmo engraçada. Junte a ela, no palco, manobras de circo, artistas versáteis, que cantam, dançam de patins, pulam, sobem em tecidos, liras, fazem malabares, mímicas, mágicas, uma banda ao vivo... e recheiem com encantamento. As personagens estão muito bem representadas por Luiz Araújo (Leléu), Ligia Paula Machado (Lisbela), Luccas Garcia  (Douglas), Maria Bia (Inaura), Nill de Pádua (Tenente Guedes), Fernando Prata/Dan Rosseto (Vela de libra/Frederico Evandro), Jonatan Motta (Cabo Citonho) e Milene Vianna (Francisquinha).
Músicos: João Paulo Pardal (guitarra e violão), Renan Cacossi (pífano e flauta transversal), Maristela Silvério (piano), Jonatan Motta (violino), Azael Rodrigues (bateria e percussão), Daniel Warchauer (acordeon), Augusto Brambilla (baixo acústico e elétrico)
Acróbatas: Roger Pendezza e Tarik Henrique.; Eis o que te espera!

Uns dias antes deste final de semana passado, fui assistir “Um Mundo Chamado Picadeiro”, com os alunos do Projeto Picadeiro Cultural. Esse projeto envolve teatro e circo para crianças da zona norte de São Paulo. Dois dos coordenadores desse projeto são a Nágila e o Danilo, meus amigos. Eles ficaram um bom tempo se apresentando nos teatros das bibliotecas públicas da cidade de São Paulo.
Eu acho muito interessante essa mistura de teatro com circo e música. As crianças do Projeto Picadeiro Culturaldeveriam assistir Lisbela e o Prisioneiro para perceberem o quanto é importante e frutífero o que fazem. Os atores de Lisbela e o Prisioneiro também deveriam assistir a Um Mundo Chamado Picadeiro (pena que fui na última apresentação deles) para que não percam a chama impulsionadora inicial que, creio, todo artista tem.
 A Lígia é bailarina, acrobata, sapateadora, coreógrafa, diretora, atriz, cantora, linda, meiga e muito simpática. Ela não vem de uma família de circo, também não viu o circo-teatro.
Desde o início do século passado até os anos 60, para atrair mais público, os circos passaram a apresentar no final de suas apresentações encenações teatrais. Geralmente eram histórias escritas pelos próprios circenses e o palhaço era o artista principal. Comédias, dramas, ação tudo era possível de se ver nos picadeiros que corriam pelo Brasil. Destacam-se as histórias do Benjamim Oliveira, Piolin, do Arrelia, do Xúxu, entre outros grandes palhaços donos de circo.
Eu gosto de histórias contadas que te engulam. Pode ser num livro, numa música, num palco ou na imaginação. Lisbela e o Prisioneiro te leva para fora de si. Durante as 2 horas de apresentação (um pouco mais, um pouco menos, que importa o tempo?) você se esquece, assim como esquece do mundo e de que até já conhece a história. O espetáculo é surpreendente! Muito bem montado, amarrado e musicado.
Assim como também é surpreendente a apresentação dos alunos da Nágila e do Danilo. Crianças que também não são de família circense, apresentam-se com uma vontade e determinação incríveis. O palco, nos parece, não lhes é um estranho. Como também as artes circenses não lhes são alheias.
Hoje, conversando com a Joselyn e o Fernando, amigos circenses e excelentes professores de circo, ouvi e vi o quanto é bom para todos os jovens essas aulas de equilíbrio, concentração, coordenação e dedicação. Numa época em que o respeito e a obediência são raros é importante saber que, por livre e espontânea vontade, ainda há pessoas (jovens pessoas ainda em formação) que conseguem entender o quanto é necessário, para o nosso aprendizado e evolução, a humildade de ser aluno.

Aplausos para todos os professores de teatro e de circo e seus alunos!
Aplausos para todos atores de circo e de teatro e seus diretores!
Aplauso aos músicos!
Aplausos para todos que, como a Lígia Paula, a Lygia Bojunga, a Nágila Ferreira, o Danilo Santana, o Fernando Prendin, a Joselyn Peña, a Silvia Sbano, o Alfredo Muñhos, a  Viviane Rabelo, o Palhaço Xúxu se dedicam à evolução das pessoas através da artes do Circo!


 Respeitável Público, não perca Lisbela e o Prisioneiro!


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