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Por que esta DEN foi tão ruim e por que não vai melhorar?

jam-promessa-governadorEm abril acontecerá o Congresso Nacional Escoteiro, onde a nova gestão para a Diretoria Executiva Nacional tomará posse e comandará, assim, os próximos anos da União dos Escoteiros do Brasil.

Fora dos relatórios anuais e das cartas da diretoria-executiva em que fazem bom juízo da própria gestão – e até conseguem transformar queda de efetivo em crescimento – é importante uma retrospectiva do que foi esta atual gestão para a instituição e, principalmente, como interferiu na imagem do escotismo e na vida dos associados.

Por que, somada à atuação do Conselho de Administração Nacional, esta DEN foi tão ruim?

– Porque foi a gestão que permitiu que o site da Região do Paraná fizesse propaganda para um partido político daquela localidade. Avisada da manobra, a Comissão de Ética e Disciplina Nacional afirmou que havia muita pressão em relação ao assunto por parte da DEN e que não poderia fazer nada, já que a alta cúpula considerava “deslealdade institucional abrir comissões de ética contra dirigentes”.

– Ainda no âmbito político, foi a gestão que impediu que jovens se apresentassem no Jamboree Nacional de Natal para dar lugar à presença do Governador. Como o projeto Escotismo nas Escolas corria risco de ser excluído da ajuda financeira do Estado, esta gestão entendeu que seria melhor cancelar a apresentação dos jovens no Jamboree para garantir a intervenção do político.

– Porque gerou um desgaste desnecessário ao incluir um novo vestuário divorciado da realidade socioeconômica brasileira e sem o aval da coletividade escoteira. A pesquisa que, em nota, a DEN ficou a cargo de veicular desde 2013, até agora e poucas semanas antes do congresso parece que não vai aparecer.

– A DEN e o CAN que permitiram que um livro chamado “Reflexões de um Velho Lobo” fosse vendido pela loja nacional. O livro em questão faz apologia à misoginia, propondo atividades para que “garotas aprendam a se comportar socialmente” e uma série de disparates.

– Esta gestão foi a que tentou aplicar um tapetão para que a chapa da situação ganhasse nas eleições para a DEN. Para isso, tentou anular a eleição de um conselheiro e caçar seu voto, garantindo, assim, seu continuísmo. Lembremos que no próximo Congresso Nacional o conselheiro que sofreu a tentativa de cassação passará, pasmem, outra vez pelo aval da assembleia nacional (ele já tinha passado na ocasião de sua eleição).

– Foi nesta gestão onde não deram muita importância à mobilização escoteira para a tragédia em Mariana. É que como já havia uma campanha em andamento capitaneada por um dirigente e sua filha (a campanha sobre a Ucrânia), não quiseram promover iniciativas fora do círculo, mesmo com mais impacto na população, apoio da comunidade e inserções na mídia.

– Porque foi esta gestão que engessou o “escotismo adulto” através da ISGF, indicando (e a palavra indicar e nomear começam a ser recorrentes nesta administração) um de seus apaniguados para que a ideia não fugisse das mãos institucionais.

– Foi nesta gestão que tivemos um novo órgão diretivo: a ENIC – Equipe Nacional de Imagem e Comunicação, que, segundo dizem, será acertadamente extinta. Foi esta equipe que perseguiu e impediu escotistas de desenvolverem material com simbologia escoteira. Foi esta mesma equipe que decidiu que deveríamos vestir uma outra roupa e que se escondeu em uma cósmica pesquisa para tanto.

– Foi nesta gestão que gastaram R$ 100.000 anuais em ações contra outras associações escoteiras, não tendo sucesso em nenhuma delas.

– Em contrapartida, foi nesta gestão onde tivemos a menor participação no Jamboree Nacional das últimas três edições. Talvez porque, em vez de financiar a participação daqueles sem condições de pagar pela atividade, estavam preocupados em derramar dinheiro em ações contra agrupações minoritárias, por mais inócuas que fossem.

– Foi nesta gestão que soubemos que estávamos pagando mais por nossa participação no Jamboree Mundial. O pior é que não foi só no último (o do Japão), mas em edições anteriores também.

– Foi esta gestão que tentou intervir no CCME para transformá-lo em um centro de “história da UEB” no lugar de “história do escotismo”. Algo como “a história contada pelos vencedores”.

– Foi esta gestão que perdeu o certificado de entidade beneficente emitido pelo Ministério de Desenvolvimento Social. Motivo: a associação nacional não conseguiu comprovar que prestava assessoria a seus associados sem visar lucro.

– Foi esta gestão que decidiu homenagear o ditador saudita Abdullah após sua morte. Abdullah era um dos principais financiadores da campanha “Mensageiros da Paz”, e contava com várias denúncias da Anistia Internacional por matar opositores do governo e amarrar suas filhas para que não saíssem de casa.

– Foi esta gestão que permitiu que houvesse eleição para o Comitê Mundial sem abrir possibilidade de candidaturas para os associados, mesmo que a resolução sobre cargos eletivos internacionais obrigasse a fazê-lo. O CAN e a DEN indicaram seu próprio candidato.

– Porque foi a gestão que tentou registrar a marca Grupo Escoteiro Georg Black, cuja mantenedora e detentora do registro no INPI é a Sogipa. A Sogipa entrou com uma contestação contra a associação nacional. Esta gestão, uma vez mais, conseguiu outra inimizade.

– Foi esta gestão que permitiu que seu gerente-executivo aparecesse ao lado de um político do Paraná nas eleições de 2014 para deputado federal sob a legenda “com o apoio do Movimento Escoteiro, vote nele…!”.

– Foi a gestão que debochou dos associados depois de ser alvo de um abaixo-assinado que pedia a renúncia da DEN e do CAN.

Por que não vai melhorar?

As informações a seguir são de alguns conselheiros do CAN que entraram em contato com o blog, afirmando “estar preocupados com os próximos anos da UEB”.
A próxima gestão, dizem, pretende ressuscitar a questão do uso das nomenclaturas escoteiras. O alvo agora, depois de anos perdendo dinheiro em ações judiciais, não são as associações ditas independentes, senão qualquer conteúdo escoteiro, não importando de onde venha (de associados e não associados) E, aqui, os conselheiros afirmam que a próxima gestão quer incluir na lista negra as páginas no Facebook não oficiais, sites e, acreditem, blogs. Nada disso é novo. A própria WOSM, no  Joti de 2014, denunciou várias fanpages de bases escoteiras. O fechamento de uma página feita por um jovem causou revolta na comunidade escoteira e um site foi criado em apoio ao garoto, além de outras demandas por mais abertura à democracia na WOSM.

É mais uma gestão do continuísmo, de tudo mudar para que tudo permaneça igual.




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