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Devilman Crybaby

Devilman Crybaby

Não me responsabilizo por possíveis hipérboles. Ainda estou eufórico (e um pouco deprimido) com Devilman Crybaby. Acho que o último anime que me impactou tanto foi Code Geass, que devo ter assistido há pelo menos 5 anos.

A primeira Coisa que se deve saber sobre o desenho da Netflix: é +18. De verdade. Muito violento. Nudez. Sexo. Mais do que isso. É psicologicamente pesado. Eu não conseguia acompanhar mais de um episódio por dia, com exceção do sprint final, em que vi 03 seguidos. Daqueles momentos em que você precisa saber como a coisa termina. Mesmo que te custe pontos de sanidade.

A segunda coisa. A palavra que norteou minha experiência com a obra foi estranhamento. A abertura é deliciosa. A música, um eletrônico oitentista, bem incomum para o gênero. Imagens bonitas, que parecem com um sombreamento excessivo feito com grafite. Um pouco obscuro. Mas bonito. Então quando o anime começa você se pergunta: “Que arte é essa?”. Parece mal feito. Mal animado. Estranhamento. Mas você fica, meio sem entender. Por curiosidade. Aí vem uma cena bizarra. NSFW. Not safe pra lugar nenhum. Tu fica meio perdido e ao mesmo tempo curioso.

A história avança. Você percebe que a crueza da arte é estilo. Que o design infatilizado dos “demônios” faz a coisa toda ser ainda mais pertubadora. Os traços mesmo variam, entre momentos de calmaria e pilhas de tensão.

Prepare-se para perdas. Mais cruéis e estarrecedoras do que Game of Thrones. Tudo bem amarrado. Nada é gratuito. Nem a violência. O anime termina no EP10 e tomara, não haverá continuação. Você já deve ter imaginado que não é o final que a gente gostaria. No EP 09 o coraçãozinho do espectador já está em frangalhos.

E porque assistir a Devilman Crybaby? Porque se submeter a este sofrimento? Sabe aquela tristezinha nostalgica? É algo parecido. Ou então, quando você e seu companheiro/a brigam feio. Muito feio. Depois vocês se acertam. Um sentimentozinho bad vibe permanece ali. E ao mesmo tempo vocês se sentem melhores do que antes. Quase revigorados. Não vou achar a metáfora perfeita. A ideia é essa. Há delicadeza em meio a turbulência caótica que descrevi. Pureza em meio a podridão. Há uma reflexão sobre medo. Humanidade. No que o medo nos transforma.

Eu sei que Devilman Crybaby não é para todos. Alguns vão odiar. Outros adorar, assim como eu. E não há nenhum problema nisso. Pessoas sensíveis devem passar longe. É preciso gostar do estranho e aceitar a provocação com tranquilidade.

Sinopse: Homem-demônio é um bebê chorão. Vou fazer sinopse não. Leia a da Netflix, se quiser.



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