Get Even More Visitors To Your Blog, Upgrade To A Business Listing >>

Resenha | Dumplin de Julie Murphy @EdValentina


Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo... até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular... e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Conheçam nesta história a Willowdean, mas todos a chamam de Willow. Já não bastasse o nome completamente original, sua mãe ainda a apelidou de "Dumplin", que traduzindo de forma literal quer dizer "bolinho de massa". Com esta informação já fica claro porque a relação entre elas não é um mar de rosas né? As duas pensam de formas diferentes quando o assunto é o peso e as coisas se complicam ainda mais quando Willow tem a brilhante ideia de participar do Concurso Miss Jovem do Texas em que a mãe é a responsável por organizar há quinze anos. Pelo fato da mãe ser um ex miss e achar que a sua filha não se encaixa nos estereótipos destes concursos de beleza o preconceito já começa em casa.

Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.
Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo piadista. E eu não sou nenhuma das duas coisas.

Willow tem dezesseis anos, vive no Texas, trabalha em uma lanchonete, é fã de Dolly Parton e apaixonada por um garoto que trabalha com ela chamado Bo. Quando ele também começa a mostrar interesse por ela, Willow não consegue acreditar e então a trama vai girar em torno desta interação dela com o Bo, com o trabalho, com a Melhor Amiga Ellen e com a mãe, sendo que, em cada um destes relacionamentos, vai ter que enfrentar um dilema diferente. 

Porque a palavra gorda deixa as pessoas constrangidas. Mas, quando alguém me vê, a primeira coisa que nota é o meu corpo. E o meu corpo é de uma gorda.



Cada menina é só uma versão diferente da mesma história.

Willow é uma adolescente, e como tal, tem dúvidas e inseguranças normais da idade, no entanto, o que eu mais gostei nela é que ela não é aquela "gorda assumida" da boca para fora, aquela hipócrita que só aceita o peso para bancar a politicamente correta na frente dos outros. Ela é autêntica e realmente não tem problema nenhum de auto estima. Isto na maior parte do tempo, porque vamos combinar né gente, qual é o ser humano, gordo ou magro, que às vezes não tem pensamentos negativos sobre si mesmo? Isto é completamente natural.

Eu sou Dumplin’. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.
Linda, foi o que ele disse. Gorda, é o que eu penso. Mas será que não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo?


Neste livro tem várias mensagens notáveis e engraçadas e fala principalmente sobre os problemas com o próprio corpo, bullying, amizade, aceitação e autoconfiança, todos abordados de forma leve. Foi realmente incrível ler sobre uma garota que mesmo tão nova tinha uma cabeça tão boa, ainda mais pela criação que teve. Sua mãe não é uma pessoa má, apenas tem ideias distorcidas e faz a filha sofrer não só com o que costuma falar, mas também quando o assunto é a irmã que morreu há alguns meses. Willow ainda não superou a perda da tia que foi a responsável por transmitir ensinamentos valiosos e que ela sempre tenta colocar em prática na sua vida. 

(..) se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa.

Ironicamente, o fato de Willow ser tão bem resolvida em alguns aspectos acabou gerando situações que me irritaram profundamente. Era nítido que o Bo gostava dela de verdade e mesmo assim ela fez o garoto sofrer sem necessidade. Ela tinha sentimentos por ele, mas tinha muito mais medo de se envolver com um cara mais popular. Não colocou fé que outra pessoa pudesse gostar dela do jeito que ela era, sem que ela tivesse que mudar de alguma forma em algum momento. Esta parte da história eu não gostei porque destoou da mensagem da obra, era como se ela dissesse: "eu sou gorda então então um cara legal não pode se apaixonar por mim", ou "você pode até gostar de mim agora, mas eu ainda vou continuar gorda então uma hora isto vai te incomodar."


(...) a verdade é que eu estou furiosa, principalmente por ter sentido vergonha — afinal, por que deveria? Por que deveria me sentir mal só por estar a fim de cair na piscina ou de usar maiô em público? Por que deveria sentir necessidade de entrar e sair correndo, só para ninguém ver a atrocidade que são as minhas coxas?


Deixando esta ressalva sobre o romance de lado, "Dumplin" é maravilhoso em vários sentidos. Toda a preparação para o concurso de miss e a inscrição de Willow inspiram outras meninas que também não se encaixam no padrão de beleza a participar, o que acaba fazendo com que Willow se sinta responsável por elas. Foi gostoso ver como cada uma mostrava o talento que tinha sem hesitar. Muitas cenas me fizeram admirar demais esta protagonista fofa e no final eu queria estar lá para aplaudir.

A capa e a frase logo abaixo do título chamam a atenção e convidam o leitor a conhecer esta obra tão realista e comovente que mesmo que tenha uma linguagem voltada para o público jovem, é indicada para pessoas de todas as idades. Eu adorei! Divertida e cheia de profundidade, me fez dar um Google depois para saber quem era a essa tal de Dolly Parton que Willow tanto citava. Será que só eu não conhecia? 😛

Dumplin será adaptado para os cinemas e conta com Danielle Macdonald interpretando Willow (escolha aprovada) e Jennifer Aniston como a mãe dela. Ainda sem data para estreia.

Onde Comprar:  Saraiva Cultura Amazon



This post first appeared on MEU VICIO EM LIVROS, please read the originial post: here

Share the post

Resenha | Dumplin de Julie Murphy @EdValentina

×

Subscribe to Meu Vicio Em Livros

Get updates delivered right to your inbox!

Thank you for your subscription

×