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Denúncia contra conselheiro do CAN pode mudar (mais uma vez) resultado para eleição da DEN.

O que está acontecendo dentro da UEB – “Escoteiros do Brasil” lembra um pouco a bibliografia revolucionária. Diz ela que quando a cúpula é incapaz de governar, não só se divide como mostra sua verdadeira face a todos.

Existe uma clara divisão entre os órgãos diretivos escoteiros. Parece que estamos pendentes do que ocorre na política nacional e, com certo ciúme e uma dose de apreço, tentamos imitá-la. Esta situação vem nos mostrando que estes órgãos não são legítimos para administrar, e que a figura de uma direção que se preocupe pelo desenvolvimento do escotismo deu lugar a uma política que em nada atende aos interesses de milhares de jovens e adultos no movimento brasileiro. O documento enviado ontem a este blog é apenas a ponta de um intrincado jogo que nos ilustra isso.

Relembre

No artigo anterior, publicado no dia 24/7, alertou-se que o diretor-presidente do Conselho de Administração Nacional (Paulo Henrique) havia renunciado para poder privilegiar uma das chapas que concorrem à Diretoria Executiva Nacional.

A manobra foi confirmada pelo próprio Paulo Henrique (PH) em uma postagem feita em seu perfil em uma rede social.

Denúncia feita por conselheiro

Ontem (27/7), este blog recebeu uma peça disciplinar contra PH, protocolada por um dos integrantes do CAN, Isabelly Castro. Nela, a conselheira pede a suspensão preventiva de Paulo Henrique por 90 dias por supostamente infringir diversos regulamentos institucionais ao se aproveitar da função para benefício próprio, por praticar ato lesivo à associação, por falta de consideração aos órgãos da UEB, entre outros. Isabelly ainda pede, caso as denúncias sejam confirmadas, que o conselheiro seja excluído dos quadros associativos.

Se a prática de Paulo Henrique, ao renunciar à presidência do conselho, tinha clara intenção política diante das eleições para a DEN, o que a conselheira Isabelly fez parece não ficar muito longe disto.

Como é o próprio CAN quem analisa as denúncias, automaticamente Isabelly e Paulo Henrique se afastam do conselho porque são as partes envolvidas, ou seja, denunciante e denunciado. Desta forma, os dois também perdem seus direitos a voto nas eleições para a DEN.

Além disso, para ocupar estas duas cadeiras do CAN, recorre-se à suplência. E aqui entra um jogo interessante: a previsão é que os dois suplentes que sobem são simpáticos à chapa de Macedo, o que alteraria – uma vez mais – aquele placar para a eleição da DEN que foi apontado no artigo anterior.

O inteiro teor da denúncia está no rodapé deste texto.

A quem eles representam?

O problema disso tudo não é a denúncia nem o que Isabelly ou PH fazem com suas funções dentro da associação. O problema é que eles (CAN) já mostraram que são incapazes de apontar o que é certo ou não dentro da instituição de uma forma independente e imparcial. Para ser justo, não apenas este CAN, mas outros que o antecederam somados à Diretoria Executiva Nacional. Diante desta cisão interna e com um certo desespero para prevalecerem politicamente, as forças políticas dentro da cúpula da UEB já não conseguem disfarçar suas estratégias e manobras.

Instabilidade é o menor dos problemas, até porque uma associação instável pode ser didática aos que ainda persistem na ideia de que aqui se administra para o bem do escotismo, e não por interesses próprios e de seus pares. A UEB sempre foi assim no decorrer de sua história, contando sempre com a falta de circulação de informação, mas principalmente com a pouca resistência entre a base de seus filiados.

A falta de legitimidade deste CAN, ao demonstrar uma e outra vez que sobrepõe seus próprios interesses, é preocupante. Principalmente porque são, em última instância, os que julgam outros adultos ou que dão pareceres sobre certo ou errado. Não seria inoportuno lembrar que muitos adultos que saíram da associação talvez foram julgados como agora o CAN julga perto das eleições. E isso, infelizmente, pode acontecer a qualquer associado em qualquer momento.

Renovação?

Cogitou-se a união das duas chapas que concorrem à DEN, mas com uma inclusão de caras novas para dar um ar de “renovação”. Isto também é uma manobra para apaziguar ânimos e para evitar alguma insurreição que possa acontecer entre a base escotista. “Renovação” não é um discurso em que se possa acreditar, quando a própria fórmula estrutural do que agora chamam “governança” é falha na essência.

Aos escotistas e jovens lhes foi tirado adrede o poder de fiscalização e decisão ao distanciá-los da discussão política institucional. Os poucos que se atreveram a discuti-la sofreram toda sorte de retaliações perpetrada pelos que agora se dizem “apolíticos”.

O que se deve fazer é começar a pensar na existência de uma base sólida formada pela juventude e por escotistas, que não só sirva como vitrine para que a direção nacional faça bom juízo de si mesma com o trabalho dos “peões”; uma base que tenha o controle do destino do escotismo no Brasil.

Espinoza disse que não devemos trocar um tirano por outro, mas eliminar todas as condições que levem a tirania ao poder.

  • Processo Disciplinar Isabelly Castro x Paulo Henrique


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